Governo paulista vai repassar R$ 100 milhões a 300 Santas Casas e hospitais municipais

Os repasses emergenciais começam em abril e serão feitos até julho


Uma verba de R$ 100 milhões será repassada pelo Governo de São Paulo para 300 Santas Casas e hospitais filantrópicos ou municipais de pequeno porte ao longo dos próximos quatro meses. A meta é ampliar a capacidade de atendimento na rede de saúde e evitar que o sistema seja pressionado pelo aumento no número de pacientes infectados pelo coronavírus.

Os repasses emergenciais começam em abril e serão feitos até julho. Segundo informou o governador de São Paulo, João Dória (PSDB) a meta é ampliar a capacidade de atendimento na rede de saúde e evitar que o sistema seja pressionado pelo aumento no número de pacientes infectados pelo coronavírus.

 "O valor mensal é de R$ 25 milhões para que hospitais e Santas Casas possam ter reforço no custeio para atendimento a seus pacientes. O objetivo é que estes hospitais aumentem a capacidade e desafoguem os demais, sobretudo no atendimento de média e alta complexidade que possam receber doentes e infectados com coronavírus", afirmou o Dória nesta terça-feira (31).

Com o apoio a Santas Casas, outros 126 hospitais públicos de maior complexidade poderão liberar leitos, especialmente de terapia intensiva, para atender casos de COVID-19. A iniciativa prevê mais vagas disponíveis para pacientes com sintomas do coronavírus em serviços de maior porte.

Será pago ao hospital receptor um incentivo extra de R$ 800 fixos por paciente/período, acrescido de R$ 500 de transporte. O incentivo do Estado por paciente é acima da maior parte dos procedimentos de clínica médica pagos pela tabela SUS do Governo Federal e poderá beneficiar até 377 unidades de menor complexidade.

A Central de Regulação de Vagas será responsável por intermediar as transferências, identificando leitos disponíveis nas unidades e encaminhando os pacientes de acordo com as necessidades diagnósticas e os recursos clínicos disponíveis, buscando sempre os locais mais próximos de cada paciente.

A expectativa é que, mensalmente, 18 mil pacientes extras com COVID-19 possam ser absorvidos nos hospitais de alta e média complexidade. A medida vai ser aplicada em todas as regiões do Estado.

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