Confirmado primeiro diagnóstico positivo de sarampo em São Sebastião

Apesar da paciente ser residente em São Sebastião, o local provável de infecção foi na cidade de Caraguatatuba


A Vigilância Epidemiológica de São Sebastião, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), confirmou o primeiro caso de sarampo da cidade. A moradora, de 21 anos, deu entrada Hospital de Clínicas, com suspeita da doença, no final de agosto, quando amostras biológicas foram encaminhadas para o Instituto Adolfo Lutz, que emitiu laudo com resultado positivo nesta quinta-feira (26).

De acordo com a Vigilância, apesar de ser residente em São Sebastião, o local provável de infecção foi na cidade de Caraguatatuba, onde a mulher trabalha, sendo um possível diagnóstico de caso importado.

A Prefeitura de São Sebastião ressalta que está atendendo a recomendação nacional do Ministério da Saúde de reforçar as ações contra o sarampo em bebês de seis meses a um ano, desde o dia 23 de agosto, visando à prevenção do público infantil, e considerando a vulnerabilidade de casos graves e óbitos nessa faixa etária, em todo Brasil. A ação está sendo realizada em todas as unidades básicas de saúde do município.

Segundo a Vigilância Epidemiológica, pessoas com até 29 anos devem possuir duas doses da vacina tríplice viral registradas; já de 30 a 59 anos devem ter o registro de pelo menos uma. Pessoas a partir dos 60 anos são consideras imunes, uma vez que no passado, tiveram contato com o vírus Measles morbillivirus.

Em 2018, a cobertura vacinal do sarampo em São Sebastião chegou a 98%, portanto, é necessário manter os altos índices de cobertura com objetivo para evitar epidemia.

Sarampo no Brasil

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), em 2019, foram confirmados mais de 5 mil casos da doença no País, destes, 90,3% foram confirmados por critério laboratorial, e 9,7% por critério clínico epidemiológico.

Ainda segundo o MS, este ano, foram confirmados quatro óbitos por sarampo no Brasil, sendo três no Estado de São Paulo e um em Pernambuco. Três óbitos ocorreram em menores de 1 ano de idade, e um indivíduo de 42 anos. Apenas um dos casos era do sexo feminino e nenhum era vacinado contra o sarampo.

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