L7 retorna ao Brasil depois de 25 anos e celebra o empoderamento feminino em grande festa

Última apresentação das garotas por aqui foi no Hollywood Rock de 1993


A noite de reencontro entre o público brasileiro e as garotas do L7 não poderia ter sido melhor. Com uma festa promovida na casa de shows Tropical Butantã, na zona oeste de São Paulo, no último domingo (2), o evento chegou próximo da perfeição e deixou um gostinho de quero mais para todos os roqueiros presentes.

E não poderia ser diferente, afinal de contas, Donita Sparks, Jennifer Finch, Demetra Plakas e Suzi Gardner não davam as caras por aqui há 25 anos, desde sua apresentação no Hollywood Rock de 1993.

Como já era esperado, a fila para entrar dobrava a esquina minutos antes da abertura da casa de shows, que aconteceu por volta das 18h. Vale ressaltar que a presença feminina era esmagadora. E não é pra menos, afinal o show também era uma celebração ao empoderamento feminino.

As bandas de abertura, Pin Ups e Deb and The Mentals, conseguiram cumprir a missão de entreter o público e baixar a ansiedade de quem esperava o L7 pisar finalmente no palco.

O Deb and The Mentals, aliás, era a banda caçula do line up, mas mostrou que isso não significa nada. Com uma presença de palco espetacular, o quarteto formado pela vocalista Deb Babilônia, Giuliano Di Martino (bateria), Stanislaw Tchaick (baixo) e Guilherme Hypolitho (guitarra) deu uma aula de performance.

Se o Deb and The Mentals transbordou juventude, o Pin Ups deixou claro que a experiência também é um aliado e tanto para manter o público animado, enquanto espera a banda principal. A banda deu até uma palhinha do que esperar de seu sétimo disco, que está previsto para sair no ano que vem.

Logo depois das duas bandas nacionais de abertura, foi o momento dos norte-americanos do Soul Asylum subirem ao palco e fazerem um show delicioso. O grupo, que explodiu com o clássico "Runaway Train", mostrou que seu repertório vai muito além da música que o consagrou. Uma das coisas mais bacanas da apresentação do quarteto de Mineapolis é o fato deles aparentarem estar curtindo realmente o momento em cima do palco. O sorriso estava estampado no rosto de cada um deles.

Passeando por hits como "99%", "Spinnin'" e "Black Gold", o Soul Asylum conseguiu levar a galera ao delírio com a inevitável "Runaway Train", que ficou para finalzinho do show. Os norte-americanos deixaram o palco por volta das 21h e o público começou a se espremer para conseguir um bom lugar para ver o L7.

Eram cerca de 21h30 quando as garotas subiram ao palco e a empolgação do público deixava claro que a saudade era unânime. A banda retribuiu esse calor e começou o show com "Deathwish". A empolgação era tanta que a vocalista Donita protagonizou uma cena embaraçosa, quando escorregou e caiu, precisando ser auxiliada por um membro da equipe da banda. Ela levou tudo numa boa e seguiu a apresentação avassaladora.

A apresentação continuou com a exaltação à felicidade por estarem de volta ao Brasil. As meninas aproveitaram para tocar duas músicas novas: "I Came Back To Bitch" e "Dispatch from Mar-a-Lago".

Já para a parte final elas escolheram a sequência das músicas "American Society", "Pretend We're Dead" e "Fast and Frightening". E foi com elas que o reencontro com o público de São Paulo chegou ao fim.

Agora, resta torcer para que não demorem mais 25 anos para voltarem.

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