Sesi oferecerá aulas de reforço e cursos profissionalizante a 800 mil jovens carentes

O acordo assinado com o governo também prevê aulas de reforço em português e matemática


Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Um acordo assinado ontem (30) entre Ministério da Cidadania e o Serviço Social da Indústria (Sesi) vai viabilizar a oferta de cursos gratuitos profissionalizantes, com objetivo de facilitar a inserção no mercado de trabalho de jovens de 18 a 29 anos.  Os cursos vão contemplar 800 mil jovens ao longo dos próximos quatro anos.

A expectativa é de que o projeto chegue a 100 mil jovens, ainda este ano. A parceria também prevê aulas de reforço em português e matemática. Estima-se que a iniciativa beneficie 44.318 jovens da Região Norte; 99.342, do Nordeste; 147.551, do Sul, 461.072, do Sudeste, e 47.717, no Centro-Oeste.

De acordo com o ministério, o atendimento será feito de forma progressiva. Como critério de participação, será exigida a inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais. No preenchimento das vagas, terão prioridade os jovens que não estudam nem trabalham, conhecidos como "nem-nem".

O plano de aulas será composto por módulos de 100 horas. Além da carga horária da disciplina, serão ministrados conteúdos relacionados ao desenvolvimento das habilidades sócioemocionais, que totalizarão 200 horas.

"Mesmo na situação difícil em que o país está, podemos dar uma oportunidade nova e robusta de emprego e renda", disse o ministro da Cidadania, Osmar Terra. Segundo ele, o projeto "cria oportunidades para jovens que vivem nas famílias mais pobres do Brasil".

O governo federal também tem estudado a possibilidade de viabilizar, com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a abertura de cotas de vagas para jovens com o perfil do projeto. "Vamos dar um futuro para eles, abrir as portas de um novo futuro para eles, que eles não estão tendo", disse.

"É um momento de transição, a economia brasileira vai deslanchando aos poucos e vai, realmente, acho, dar um grande salto, em pouco tempo. Mas essa transição é ainda muito dolorosa, em função da recessão e do desemprego, e é muito importante que essas pessoas não fiquem para trás. Que os mais pobres, os jovens mais pobres, não fiquem para trás."

Com informações da Agência Brasil

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