Satélite brasileiro já está em órbita e entra em fase de testes

Os dados emitidos e recebidos pelo SGDC serão acompanhados pelo Comando de Operações Aeroespaciais (Comae), em Brasília




O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) começou a ser testado para verificação de funcionamento. O equipamento brasileiro foi lançado no último dia 4 de maio, do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa.

No último sábado (13), o satélite chegou à sua posição final, após sete volta ao redor da Terra para chegar ao local correto, onde ficará nos próximos 18 anos, e começou a ser testado. Os procedimentos são feitos a partir da órbita geoestacionária, a 36 mil quilômetros de altitude em relação à superfície terrestre, na posição 75º oeste.

Os primeiros testes de transmissão devem durar 45 dias. A previsão é que em 1º de julho, a Telebrás comece a fazer os primeiros testes para medir a potência do satélite para transmissão de dados em todas as regiões do Brasil.

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Nessa fase, começam as verificações do funcionamento de todos os sistemas, medidas de carga útil e a constatação de que o satélite está totalmente apto para entrar em operação comercial. Esses testes vão durar cerca de 45 dias", explica o gerente de Engenharia e Operações Satelitais da Telebras, Sebastião do Nascimento Neto.

Os dados emitidos e recebidos pelo SGDC serão acompanhados pelo Comando de Operações Aeroespaciais (Comae), em Brasília, e pela Estação de Rádio da Marinha, no Rio de Janeiro. Essas duas unidades serão responsáveis por controlar o satélite após o processo de calibragem, previsto para se encerrar em meados de junho. Os testes são conduzidos pela Thales Alenia Space, empresa francesa construtora do equipamento.

Parte da capacidade do satélite será alugada para empresas privadas para oferta de banda larga, especialmente em regiões remotas. A Telebras vai ficar com a capacidade necessária para oferecer serviços nos setores de saúde e educação e comercializar outra parte para gerar concorrência na oferta de internet.


O Satélite
O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) foi desenvolvido pela empresa francesa Thales Alenia Space, que assinou um contrato com a Visiona (uma joint venture formada pela Embraer e pela estatal Telebras). E também envolve os ministérios da Defesa (MD) e da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC).

O equipamento será utilizado para comunicações estratégicas do governo e para ampliar a oferta de banda larga no País, especialmente em áreas remotas. O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e envolve investimentos de R$ 2,7 bilhões.

A Força Aérea Brasileira (FAB) será a responsável pela operação e monitoramento do satélite, direto do Centro de Operações Espaciais Principal (Cope-P), em Brasília (DF), onde cerca de cem profissionais irão se revezar em três turnos para dar suporte ao funcionamento do satélite – 24 horas por dia.

Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o satélite ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. A capacidade de operação do satélite é de 18 anos.


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