Artigo: Donald Trump vence eleições americanas e cria cenário de incertezas


Surpreendente, pode-se assim dizer sobre a vitória do candidato do Partido Republicano, Donald Trump na disputa com a democrata Hilary Clinton. O magnata foi declarado presidente da mais importante nação do mundo após contagem de votos que atravessou toda a madrugada.

Visto como intolerante por suas declarações racistas, xenófobas e sexistas, o milionário precisava de 270 dos 538 votos dos delegados do Colégio Eleitoral e atingiu 276. Sua vitória quebra uma hegemonia de oito anos do Partido Democrata, nos Estados Unidos.

No mundo, a reação foi imediata e refletiu diretamente no mercado econômico. Na Ásia, as bolsas de valores despencaram, com destaque para o Japão onde o índice Nikkey sofreu queda de 5,36%, a maior desde junho quando do referendo que culminou com a saída do Reino Unido da União Europeia. O mesmo ocorreu nas bolsas de Seul, Xangai, Hong Kong e Cingapura. 

No México agora impera o temor por hostilidades políticas e sociais. A queda no valor do peso (moeda mexicana) já provoca correria da equipe econômica que tenta acalmar os ânimos do mercado. O jornal El Universal, do México, lembrou que durante a campanha, Trump declarou sua pretensão de romper com o Nafta - o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio com o Canadá e o México.

Na América Latina, a reação também é de espanto e incertezas. Embora o Brasil não tenha mantido acordos comerciais com os americanos e nos últimos anos tenha priorizado o mercado latino americano e laços comerciais com países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), um possível rompimento dos Estados Unidos com potenciais blocos econômicos afetam as exportações de países em desenvolvimento.

A possibilidade de o novo presidente americano implantar políticas protecionistas - algo que é bem o estilo dele - e romper acordos comerciais com países desenvolvidos afetam diretamente a população latino-americana onde indústrias precisam desovar estoques.

No caso brasileiro, serve de alento as boas e históricas relações de amizade entre as duas nações, mesmo porque o Brasil é um país que não oferece riscos ao mundo, não tem perfil bélico onde se destaca o desenvolvimento de política armamentista que coloca em risco a estabilidade mundial.

Como diz um velho ditado popular: “A gente amarra o burro conforme o dono manda”.

 

 


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