Embraer divulga balanço do 1º trimestre com prejuízo que salta para R$ 1,28 bilhão

Pandemia e fim de acordo com a Boeing pressionaram contas da companhia


A queda de movimento com as restrições no transporte aéreo durante a pandemia compromete a saúde financeira das empresas como um todo, entre elas, as companhias aéreas. A Embraer divulgou nesta segunda-feira (1º/06) o balanço do primeiro trimestre de 2020 (1T20), com prejuízo que de um salto de 794%.

De acordo com dados apresentados pela empresa, registrou-se um prejuízo líquido de R$ 1.276,5 milhões no período. Comparado ao balanço apresentado no ano de 2019. O resultado do balanço apresentado aos acionistas indicam um prejuízo por ação de R$ 1,73, comparado ao prejuízo por ação de R$ 1,25 no primeiro trimestre do ano passado. No 1T19, a Embraer reportou um prejuízo líquido ajustado de R$ 229,9 milhões, enquanto que, neste ano, foi de R$ 433,6.

A empresa garantiu, por outro lado, que a liquidez da Companhia permanece sólida e fechou o 1T20 com um caixa de R$ 12.999,7 milhões. A dívida era de R$ 19.922,9 milhões, grande parte com vencimento a partir de 2022, perfazendo uma dívida líquida de R$ 6.923,2 milhões, comparada à dívida líquida de R$ 4.300,7 milhões ao final do 1T19.

Impactos da COVID-19 pesaram nesse resultado negativo, com a perda de receitas, principalmente um valor de R$ 108,6 milhões na fatia do valor da participação da Embraer na Republic Airways Holdings.

Segundo a Embraer, financiamentos adicionais para melhorar ainda mais sua posição de caixa estão sendo avaliados.
No 1T20, a Embraer entregou cinco aeronaves comerciais e nove executivas (cinco jatos leves e quatro grandes) e sua carteira de pedidos firmes (backlog) alcançou US$ 15,9 bilhões.

Devido à incerteza relacionada à pandemia da COVID-19, as estimativas financeiras e de entregas da Empresa para 2020 permanecem suspensas neste momento, informou a Embraer.