Vinda de Lula para presídio de Tremembé traria incômodo, analisa consultor político

Cancelamento provisório da transferência do ex-presidente Lula para a unidade penal P2 de Tremembé ainda é o assunto principal no Brasil e também no exterior


O cancelamento provisório da transferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de Curitiba para a unidade penal P2 de Tremembé na quarta-feira (7),  ainda é o assunto mais comentado nesta quinta-feira (8) em todo o Brasil e também no exterior. Lula está em cárcere desde abril do ano passado na Superintendência da Polícia Federal no Paraná, no cumprimento de uma pena de oito anos, 10 meses e 20 dias por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá.

A transferência do ex-presidente foi anunciada na manhã de ontem. A Polícia Federal tentou levar a carceragem do ex-presidente para o Vale do Paraíba e a decisão chegou a ser acatada pelo juiz Paulo Eduardo de Almeida Sorci, do Departamento de Execuções Criminais de São Paulo.  No entanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a transferência, por 10 votos a 1. Dessa forma, o STF decide mantê-lo preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Considerando a representatividade política do personagem em questão, há que se atentar para uma situação de certa forma incômoda para a população que reside no eixo do complexo presidiário. Para aqueles que não conhecem o Vale do Paraíba, o complexo prisional de Tremembé fica às margens de uma movimentada e estreita rodovia (SP-62) entre duas populosas cidades, Taubaté e Pindamonhangaba, onde residem cerca de 550 mil habitantes.

Opinião - Com exclusividade para o Jornalismo AgoraVale, o consultor de marketing político Ednelson Prado vê como positiva a negativa da transferência do ex-presidente para a região. Prado também é jornalista e atua em campanhas eleitorais há 25 anos.

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