Senado aprova texto-base da reforma da Previdência, mas retira R$ 76,4 bilhões da economia

Votação mantém abono salarial para quem ganha até dois mínimos e contraria governo


O governo de Jair Bolsonaro sofreu um duro golpe a madrugada desta quarta-feira (2) durante a votação de um dos destaques da reforma da Previdência. Pressionado pela queda no quórum, o Plenário do Senado derrubou a restrição do abono salarial a quem ganha até R$ 1.364,43.

Com a retirada do ponto da proposta de emenda à Constituição (PEC), a economia com a reforma da Previdência cai de R$ 876 bilhões para R$ 800,2 bilhões nos próximos dez anos. A restrição do pagamento do abono salarial geraria economia de R$ 76,2 bilhões ao governo nos próximos dez anos, segundo o Ministério da Economia.

Dessa forma, o abono salarial continuará a ser pago aos trabalhadores - com carteira assinada há pelo menos cinco anos - que recebem até dois salários mínimos.

O governo precisava de 49 votos para derrubar o destaque apresentado pelo Cidadania e manter a restrição ao abono salarial, que constava do texto aprovado pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas teve sete votos a menos que o necessário.

O destaque obteve 42 votos sim (que manteria o texto da Câmara) e 30 votos não (que retiraria o ponto da reforma), mas a maioria foi insuficiente para manter a restrição.


Com informações da Agência Brasil

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