MP deflagra operação para investigar fraudes e irregularidades em cidades da RMVale

Em Campos do Jordão, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) investiga suspeita de fraudes em licitações na Prefeitura e na Câmara


O Ministério Público de São Paulo deflagrou na manhã desta terça-feira (26) a Operação Reboot que investiga suspeita de fraudes em licitações da Prefeitura e Câmara Municipal de Campos do Jordão e outras oito cidades. Em Campos do Jordão, a suspeita é de superfaturamento na prestação de serviços de informática.

A ação conjunta tem à frente o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e conta com promotores de Justiça, servidores do MPSP, fiscais do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (Unidade de Guaratinguetá) e policias militares do BAEP e da Força Tática.

Além de Campos do Jordão, a operação cumpre 26 mandados de busca e apreensão nas localidades de Caçapava, Pindamonhangaba, Taubaté, Cotia, Barueri, Poá, Santo André e Capital. Nestas outras cidades, o alvo das investigações ainda não foi divulgado.

A investigação iniciada pelo Ministério Público contou com a colaboração do TCE. Apurou-se que empresas de um mesmo grupo familiar, com o envolvimento de outras companhias, atuaram em atividades fraudulentas em licitações para o fornecimento de sistemas de informática a órgãos como prefeituras e Câmaras Municipais em todo o Estado

Na investigação das fraudes, constam suspeitas de superfaturamento em contratações e a não execução integral dos serviços contratados, dentre outras ilegalidades.

O lado da Prefeitura - A Prefeitura de Campos do Jordão informou que está "colaborando com o Ministério Público e demais órgãos de controle, que investigam a atuação da empresa privada". Também informou que disponibilizou aos agentes todos os documentos necessários à investigação.

O lado da Câmara - Por sua vez, a Câmara de Campos do Jordão informou que também colabora com as investigações e que disponibilizou todos os documentos solicitados pela Operação Reboot Esses documentos, segundo a Câmara, seriam referentes a licitações ocorridas entre os anos de 2006 e 2007.