Pesquisadores de universidade mineira estudam morcegos do Parque do Trabiju

O trabalho estuda as espécies de morcegos existentes no local em variadas épocas do ano, sob diferentes condições climáticas




Dois pesquisadores da Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais, estão realizando nesta semana um estudo com morcegos que vivem em oito áreas ao longo da Serra da Mantiqueira, incluindo o Parque do Trabiju de Pindamonhangaba.

Rafael Laurindo (Doutorando em Ecologia) e Matheus Mancini (Mestrando em Ecologia) estão realizando um trabalho intitulado "O Efeito da Altitude na Diversidade e Dieta de Morcegos", com o objetivo de estudar as espécies de morcegos existentes no local em variadas épocas do ano, sob diferentes condições climáticas.

O estudo acontece em uma faixa de altitude que varia de 700 a 2000 metros, onde os morcegos são capturados com uso de redes de neblina armadas nas trilhas do parque. Os animais são estudados e marcados pelos pesquisadores, e depois soltos novamente.

No Trabiju, as capturadas aconteceram nas trilhas do Ponte Pênsil, Duas Pontes e do Porco do Mato. Essa é a terceira vez que os pesquisadores realizam coletas no parque, eles estiveram acampados em três ocasiões: outubro de 2015, março de 2016 e agora. Nesta semana, eles estiveram no parque na segunda e terça para a quarta coleta da pesquisa. No primeiro dia no parque, foram capturados 10 morcegos de quatro espécies.

Mais de 13 espécies diferentes já foram identificadas no Parque, de quatro diferentes guildas alimentares: frugívoros, nectarívoros, insetívoros e onívoros. Não foi capturada nenhuma das três espécies de morcegos hematófagos existentes. Porém foi encontrada uma espécie em extinção: um Myotis ruber.

A pesquisa sobre morcegos se iniciou em outubro de 2015. O trabalho está sendo desenvolvido pelo Laboratório de Diversidade e Sistemática de Mamíferos da Universidade Federal de Lavras, sob orientação do Prof. Dr. Renato Gregorin.