Petrobras contraria anúncio de segunda-feira e eleva preço da gasolina do diesel

Litro da gasolina foi reajustado em 3,5% e o do diesel, em 4,2%


Apesar do que anunciou na segunda-feira (16), a Petrobras comunicou na noite desta quarta-feira (18) o reajuste nos preços da gasolina e do óleo diesel. O litro da gasolina foi reajustado em 3,5% e o do diesel, em 4,2%.Os novos valores passam a valer nesta quinta-feira (19) nas vendas de refinarias para distribuidoras.

No bolso do consumidor, porém, esses valores serão acrescidos encargos tributários e trabalhistas e as margens de lucro dos postos de combustíveis. O último reajuste da gasolina no Brasil havia sido em 5 de setembro e o do diesel, em 13 de setembro.

O bombardeio que ocorreu no sábado (14) de refinarias na Arábia Saudita provocou uma imediata elevação dos preços dos combustíveis no mundo. O campo petrolífero dos sauditas é responsável pela produção de 5% do petróleo mundial.

Na segunda-feira, a Petrobras divulgou nota sobre o ocorrido no país do Oriente Médio e sobre a alta mundial do petróleo em decorrência do corte de produção de 5,7 milhões de barris. A estatal informou, na ocasião, que continuaria monitorando os preços do petróleo e não faria um ajuste de forma imediata.

Esclarecimento da estatal - Em sua página na internet, a Petrobras explica como funcionam o mecanismo e as decisões de formação de preços dos combustíveis por ela vendidos.

"Nossa política de preços para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras tem como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo. A paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos", explica, em nota, a estatal.

Segundo a companhia, a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras são diferentes dos produtos no posto de combustíveis. São os combustíveis tipo A: gasolina antes da sua combinação com o etanol e diesel sem adição de biodiesel. "Os produtos vendidos nas bombas ao consumidor final são formados a partir do tipo A misturados a biocombustíveis."

Com informações da Agência Brasil

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