Comércio do Brasil com EUA cresce 9,5%, mas sofre queda de 15% com outros países

Posição do país no grupo das nações exportadoras ainda é tímica. Dados da OEC em 2017 indicam que o país ocupava a 22ª colocação no ranking mundial


Dados divulgados hoje (16), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostram que as exportações brasileiras para os Estados Unidos cresceram 9,5% em agosto deste ano, na comparação com o mesmo período de 2018. Por outro lado, as importações de produtos daquele país aumentaram 27,9%.

Ao mesmo tempo, o comércio com os outros parceiros importantes (China, Argentina e União Europeia) teve queda. Os números revelam que as exportações brasileiras para a Argentina recuaram 38,9% no mês. As vendas para a China caíram 17,1%, enquanto o volume exportado para a União Europeia recuou 7%.

Quando o balanço envolve todos países, a soma das exportações e importações caiu 15% entre agosto de 2018 e agosto de 2019. Os valores exportados pelo Brasil, considerando o volume de exportação mais o preço cobrado por esses produtos e serviços, recuaram 13%. O valor dos importados caiu 17%.

 Segundo nota da pela FGV, a queda na corrente de comércio pode ser explicada pela "desaceleração no comércio mundial e o baixo nível da atividade brasileira".

Em termos de volume, as exportações e importações tiveram a mesma queda (-13%), mas os preços dos bens importados recuaram mais do que os preços dos exportados. Em agosto, todos os setores tiveram queda no volume exportado, com destaque para a indústria de transformação.

Apesar da extensão territorial, o Brasil ainda é um tímido participante do clube de nações exportadoras. De acordo com dados do Observatory of Economic Complexity (OEC), em 2017 o Brasil exportou US $ 219 Bilhão e importou US $ 140 Bilhão, resultando em um saldo comercial positivo de US $ 78,3 Bilhão. O Brasil é a 22º maior economia de exportação do mundo e na economia mais complexa 37º acordo com o Índice de Complexidade Econômico (ICE).

Com informações da Agência Brasil

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