2019 será bom para o mercado imobiliário? Saiba mais

A melhora da economia e do Produto Interno Bruto (PIB) desde 2017 traz algumas expectativas para o ano de 2019


Muitas famílias e brasileiros se perguntam qual o melhor momento para comprar ou vender imóvel, já que o país enfrenta problemas econômicos desde 2013. A melhora da economia e do Produto Interno Bruto (PIB) desde 2017 traz algumas expectativas para o ano de 2019. Se está pensando em quando comprar apartamento, imóvel comercial etc, essa pode ser a hora.

As previsões otimistas para o mercado imobiliário começaram de fato em 2018, com uma melhora relativa da economia, fazendo subir a procura por imóveis. Esse otimismo seguiu em alta agora no início de 2019. Isso se dá pela esperança de que as contas públicas sejam ajustadas pelo novo Governo Federal.

A prova de que o mercado imobiliário está retomando seu fôlego é o aumento de 52% no número de unidades comercializadas de janeiro a junho de 2018 na cidade de São Paulo. Esses dados são um comparativo com o mesmo período de 2017. Esse é o melhor número desde 2013, segundo informações do mestre e doutor em Direito Processual Civil, Gustavo Milaré.

Com essa esperança vem ainda o crescimento de empregos e maiores ofertas de empreendimentos, que abaixaram devido à recessão da Construção Civil. No terceiro trimestre de 2018, o mercado imobiliário demonstrou reação. Houve um crescimento de 30% no lançamento de novos projetos e a tendência é aumentar agora depois das eleições.

Mudanças nos juros de financiamento

 Os especialistas, ainda em 2018, tinham a esperança de que os juros de financiamento permaneceriam baixos em 2019. Essa queda impacta diretamente nas possibilidades de compra de uma parcela da população.

Apesar disso, há indícios que os juros podem aumentar, principalmente para a classe média, segundo o presidente da Caixa Econômica do Brasil, Pedro Guimarães. Segundo ele, o foco de juros baixos e recursos da poupança do FGTS é para as famílias carentes, com o Programa Minha Casa Minha Vida.

Os projetos disponíveis para o Minha Casa Minha Vida são para as famílias que têm renda de até R$7 mil. Nessa faixa de renda, os juros máximos que são cobrados podem chegar a 8,47% ao ano.

Já a classe média que possui uma renda acima desse valor, pode ter maiores dificuldades para financiamento até mesmo pela Caixa Econômica Federal. Guimarães explicou à mídia que famílias da classe média devem seguir juros do mercado, que giram entre 8,75% a 9,5% ao ano.

Emprego

Especialistas acreditam que a taxa alta de desemprego afetou diretamente no mercado imobiliário. O caos financeiro e mau desempenho do mercado reflete-se ainda na crise política do país nos últimos anos, atraso de salários de servidores públicos e incertezas do futuro.

Para resolver de vez o problema financeiro das famílias, é preciso encontrar formas de aquecer o mercado empregatício. Sem esse crescimento, os consumidores passam a ficar desconfiados com o mercado, com medo de comprometer a renda realizando a compra de um imóvel.

Diante disso, os especialistas acreditam que apenas solucionando esses problemas podem trazer uma recuperação total imobiliária. Mesmo que o mercado esteja mais otimista para esse ano, o primeiro trimestre de 2019 será crucial para observar as transações e mudanças.

Afinal, quando comprar apartamento em 2019?

Levando em consideração todas as informações e expectativa, 2019 deve ser um bom ano para quem quer comprar ou vender apartamento, residência ou outro tipo de imóvel. Até mesmo o setor comercial deve crescer, com uma aposta no conceito conhecido como espaço colaborativo.

É importante saber a hora certa para fazer um negócio imobiliário, por enquanto, é preciso observar os três primeiros meses do ano. O levantamento de um crescimento imobiliário leva em consideração os últimos meses de 2018 e primeiros meses de 2019. Ainda há problemas econômicos rondando o país e isso pesa bastante.

O Brasil ainda depende bastante da indústria do petróleo e isso faz diferença em diversos setores e diferença de preços. Como os problemas fiscais ainda batem na porta do novo governo, é preciso ficar atento em quando comprar apartamento ou qualquer outro imóvel.

O levantamento do mercado imobiliário só deve ganhar corpo entre os últimos meses de 2018 e início de 2019, de acordo com expectativas de empresários, os problemas econômicos ainda pesam muito sobre a região - dependente da indústria do petróleo - ao contrário de outras praças onde a comercialização de imóveis já deu sinais de reaquecimento. Além disso, as turbulências políticas também contribuem com incertezas sobre o futuro do estado, que vive sérios problemas fiscais.

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