Antiga Vila de Buquira, Monteiro Lobato comemora 136 anos


CasarãoCasarão (Foto : Arquivo/AgoraVale)

Escondida como um presente da Natureza aos pés da Serra da Mantiqueira, o município de Monteiro Lobato comemora mais um aniversário neste dia 26 de abril. Antes do nome atual, o município teve quatro denominações: Freguesia das Estacas, Freguesia de Nossa Senhora do Bonsucesso do Buquira, Vila das Palmeiras do Buquira e Vila do Buquira.

Na língua tupi, Buquira quer dizer Ribeirão dos Pássaros. O povoado de Buquira foi criado em território de Caçapava e, e depois  Taubaté,  sob a invocação de Nossa Senhora do Bonsucesso. Sob o aspecto eclesiástico, a o núcleo habitado de Buquira foi elevado à Freguesia e Distrito de Paz em 25 de abril de 1857, e incorporada ao município de Taubaté.

No dia 26 de abril de 1880, Buquira ascendeu à categoria  de Vila, depois,  e duas décadas depois, por intermédio de Lei estadual,  transformada em cidade, em 19 de dezembro de 1900. Reduzida à  condição de distrito em 1934, a vila foi incorporada ao município de São José  dos Campos, do qual finalmente se emancipou em 1948. Um ano depois ganhou o nome de Monteiro Lobato.

Cachoeira PaulistaCachoeira Paulista (Foto : Arquivo/AgoraVale)O nome Monteiro Lobato é uma homenagem ao eminente escritor José Bento Monteiro Lobato que na fazenda do Buquira iniciou sua brilhante carreira literária. Inspirado pelas belezas naturais do local, e pela cachoeira denominada Reino das Águas Claras. Após se formar em Direito, Lobato deixou São Paulo e foi com sua esposa Purezinha, morar na Fazenda Buquira, naquele casarão de 19 cômodos e 80 janelas, Lobato escreveu ali os  famosos contos de Urupês.

Mais tarde a fazenda do Buquira passou a se chamar Fazenda do Visconde e, depois, Sítio do Pica-pau Amarelo, que atualmente atrai grande número de turistas.

Berço do escritor - Ainda paira no ar a polêmica sobre o local exato do verdadeiro Sítio do Pica-Pau Amarelo. Nas memórias de infância relatadas em livros, o escritor fala de um local amplo com cachoeira onde a boneca Emília se banhava, árvores futíferas como jaboticabeiras, com um casarão que em nada se encaixam com a Chácara do Visconde, em Taubaté. Na opinião dos cidadãos de Monteiro Lobato, as descrições literárias não se encaixam com a casa modesta na Chácara do Visconde, em Taubaté. 


 


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