Sensibilidade ambiental - o planeta pede trégua

Ambientes sensíveis, costumes, realidade


 

Cada vez mais estamos presenciando, de algumas pessoas, uma ruptura de consciência quanto ao cuidado e à preservação do meio ambiente. Esquecimento ou mero desleixo faz com que o impacto negativo sobre ambientes sensíveis, como os manguezais, as tundras, as geleiras e os desertos, sobre os seus animais e as suas vegetações - únicas -, sejam transformados em pequenos remanescentes de vida, onde poucas pessoas atuam para a preservação destes locais, essenciais ao Planeta Terra.

A presença humana na Terra atingiu todos os continentes e praticamente todas as porções habitáveis do globo, e com este espaço totalmente ocupado, a necessidade de verificarmos nossos hábitos é de relevância verdadeira para que, ambientalmente falando, façamos parte do jogo sem que sejamos expulsos antes do segundo tempo.

O planeta pede uma trégua em nossos rituais humanos, em nossos hábitos poluidores. O pós-revolução industrial chegou ao seu patamar mais elevado de poluição e, não há perspectivas de mudança caso não haja uma drástica revolução em nosso dia a dia. O planeta, sensível como uma asa de borboleta mas cascudo como uma pata de elefante, dá-nos sinais de que, não superará e não abarcará tanta irresponsabilidade, governamental sim, mas mais ainda, populacional.

Trazendo dados recentes sobre a poluição do ar, Seul, na Coréia do Sul, em 14 de Janeiro deste ano de 2019 apresentou recorde de poluição, com 188 microgramas de partículas por metro cúbico. Insustentável. Apenas isto a dizer. Mais recente ainda, e não distante de nossos olhos, na Floresta Amazônica, no Rio Negro, pelo menos 24 mil litros de emulsão asfáltica foram derramados numa tentativa de furto que acabou em um incompreensível desastre, no último dia 31 de Março. Inacreditável, porém, realidade.

Por uma outra perspectiva, observamos que há uma parte da população que vê tudo isso acontecer, se movimenta, age e faz em prol do meio ambiente. O manguezal da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, por exemplo, nas décadas de 80 e 90 foi quase que extinto devido às industrias que se instalaram no complexo de Cubatão, principalmente. Dados da Companhia de Tecnologia de Saneamento Básico, a CETESB, remetem ao ano de 1994 com apenas 40% dos manguezais da região em bom estado. Atualmente, com a recuperação contínua deste ambiente, os guarás-vermelhos, aves que caracterizam o local e elucidam sobre boa qualidade da área, já sobrevoam e fazem seus ninhos novamente, demonstrando que é possível reestabelecer conexão viável e com vistas ao futuro ambiental.

É sabido que o ser humano é que detém o poder de reverter esse quadro sensível sob a ótica ambiental, e tão necessário é esta ativação de consciência para que, ainda seja possível presenciar algumas espécies de plantas, de aves, mamíferos e répteis, até mesmo de insetos, que, sutilmente, estão desaparecendo de nosso convívio, nos deixando mais pobres, ecologicamente falando, e, mais vulneráveis à ataques da própria Natureza, que desequilibrada, busca sempre por seu equilíbrio, de maneira a prejudicar a quem lhe faz mal. É a lei da Natureza. É a lei da Selva.

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