IPTV é legal? Entenda a tecnologia que permite ver TV pela internet

Várias empresas usam a tecnologia IPTV para transmitir de maneira legal a partir de planos de assinatura


Em 2009, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) montou um estúdio em Manaus para transmitir aulas, minicursos, palestras e mesas redondas para estudantes do ensino fundamental, médio e superior dos municípios do interior amazonense por meio da tecnologia IPTV (TV por Internet). Na época, os alunos e professores instalaram 700 pontos de recepção interativa ao redor do estado no contexto da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia - quando o IPTV era uma novidade.

IPTV é uma sigla em inglês para Internet Protocol TV ("Televisão transmitida pela internet"), que significa uma forma distinta de distribuir a transmissão do sinal de TV. Associada principalmente às Smarts TVs e aos computadores e dispositivos móveis, por meio de aplicativos, o único pré-requisito para ter acesso ao protocolo online é uma conexão à Internet de no mínimo 5 MB. 

 No modelo tradicional, uma grande torre emite ondas digitais que são captadas pelas antenas domésticas - as parabólicas, quando surgiram, foram um sucesso porque conseguiam receber sinais de torres mais distantes, permitindo mais canais. 

Outro jeito de transmitir TV, mais recente, é por satélite, que foi expandida também por meio das antenas parabólicas: elas captam sinais emitidos por aparelhos colocados fora da órbita da Terra, o que permite um número maior de canais. Há ainda o modelo à cabo, que é conectado a um decodificador administrado pelas empresas de telecomunicações - que geralmente instalavam aparelhos nos postes das casas que assinavam o serviço, permitindo fraudes com novos cabos conectados.

A modalidade mais recente de transmissão de TV é a que usa o cabo conectado à Internet para liberar a transmissão de TV. Neste formato, as operadoras instalam cabos de fibra óptica que são capazes de levar dados da Internet normal e também dos canais de televisão para as casas. 

No entanto, há muita confusão sobre o IPTV. Segundo uma reportagem do site Olhar Digital, há até supermercados que venderam aparelhos prometendo que eles liberariam mais canais na televisão comum. "Empresas ou indivíduos montaram estruturas para distribuir o sinal de canais fechados de TV usando essa tecnologia. Por trás dessa operação, eles conseguem acesso a milhares de canais - quase sempre de forma ilegal. Em seguida, eles levam essa informação digital para algum servidor sob seu controle. Desse servidor, passam a distribuir os dados - que carregam o conteúdo dos canais de fechados - para quem comprar as suas caixinhas", disse a publicação.

A tecnologia IPTV, no entanto, não é ilegal. Sua vantagem está em oferecer uma qualidade de imagem até superior à TV digital brasileira, que hoje é vendida como parte dos modelos (há um TV 55 polegadas no mercado que vem com IPTV embutida). A grande questão é que as chamadas "caixinhas" funcionam, por causa dessas empresas ou indivíduos, com base na pirataria. "A tecnologia IPTV representa uma parte do futuro das transmissões de TV no mundo inteiro. Mas, quando associada à pirataria, pode significar problemas para quem vende e também para quem compra", diz o Olhar Digital.

Atualmente, várias empresas usam a tecnologia IPTV para transmitir de maneira legal a partir de planos de assinatura. São os casos do Netflix e do Amazon Prime Video. Há também o Kodi (XBMC), que cria um Media Center que suporta listas de canais emitidos por IPTV. Outros apps similares são o Acestream, Wiseplay e Perfect Player.

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