Os espanhóis de Hernán Cortez encontram a grande cidade dos Aztecas


Cidade dos AztecasCidade dos Aztecas

Quando chegaram os espanhóis de Hernán Cortez ao Novo Mundo, encontraram uma cidade fantástica e de urbanidade nunca vista entre os europeus. Mas o povo pele-vermelha que a habitava não se encaixava com o aspecto avançado de Tenochtitlán, a atual cidade do México. Falavam a língua nahuátl e se diziam descendentes de Az, uma terra ancestral perdida à leste no Oceano Atlântico.

Nos tempos atuais, depois de inúmeras escavações, arqueólogos chegaram à conclusão que, abaixo da atual Cidade do México, existem sete estágios de Tenochtitlán, ou seja, a antiga cidade foi reconstruída várias vezes, uma sobre a outra.

A origem do Império Azteca

Um dia, apareceu uma tribo com a intenção de habitar o Vale do México onde já havia o domínio do povo Tolteca. Eram os Aztecas - também chamados de Mexicas.

Segundo a tradição, a tribo era remanescente de uma catástrofe natural há milhares de anos e que buscavam o ponto ideal onde seus antepassados recomendavam a fundação de uma cidade. Importante ressaltar que na língua dos Aztecas, o nahuátl, o sufixo “atl” significa água. 

Dominados durante anos pelos antigos ocupantes e pelo tirano Rei Azcapotzalco, foram assimilando parte da cultura dos mais avançados povos da região até que em 1430 promoveram, com apoio das tribos Texcoco e Tacuba, o ataque e assumiram o controle do Vale do México. Diz a tradição desse povo, que a cidade a ser fundada deveria representar uma água que devora uma serpente.

Com a chefia de Montezuma e outros chefes notáveis como Ahuitsotl e Ilhuicamina, os novos dominadores ocuparam então a região central. Um deles era Montezuma, ambém chamado Moctezuma, que é uma denominação espanhola, e Motecuhzoma, no idioma azteca (guerreiro solitário que lança uma flecha ao céu).

A maior cidade da América

Após sua fundação em 1325, em uma ilha do Lago Texcoco, a mítica cidade de Tenochtitlán prosperou e transformou-se na primeira grande cidade conhecida da América. A urbe dos indígenas do México chegou a atingir 300 mil habitantes e expandiu sua influência às cidades de Texcoco e Tlatelolco, criando a primeira região metropolitana que se tem notícia, a “Grande Tenochtitlán”.

Não era, todavia, um centro comercial ou de entrepostos. Seu povo vivia da agricultura e da exploração das tribos vizinhas através da arrecadação de impostos.

A grande cidade tinha um sistema urbano perfeito, com canais intercalados por faixas de terras, com diversas pontes que ligavam a ilha ao continente, muito semelhante às descrições e relatos sobre a lendária capital da Atlântica.

Possuía uma avenida principal, extensa e larga, ladeada por pirâmides-santuários, templos e construções sagradas, entre elas, o templo de Quetzalcóatl, e o Tzompantli (altar dos sacrifícios), e o Templo Mayor, na praça central.

A volta dos deuses

O povo Azteca (povo de Az) acreditava que um dia que o deus Quetzalcóatl voltaria. Tratava-se de uma divindade masculina, barbado, de olhos claros que podia se locomover em carruagens celestes.

Tudo estava previsto em suas tradições, especialmente no Calendário dos Pré-Colombianos cujo ciclo de 52 anos cada é denominado um “Ce-Acatl”. Logo, ao término de um desses ciclos, ou seja, em 1519, os Aztecas esperavam a volta desse que era considerado um enviado dos deuses. Em outros tempos, Quetzalcóatl havia “descido” ao vale e passou às tribos conhecimentos de Astrologia, Astronomia, Engenharia, e Agricultura, entre outras atividades.

Os “sinais” apareciam no céu, o que levava os indígenas à suposta volta de seu emissário divino. Em 1519, um cometa iluminava a abóbada celeste; mulheres astecas passaram a sonhar com a chegada de seres estranhos, de várias cabeças...
Havia rumores de grandes navios, do tamanho de casas, que rondavam a costa litorânea.

A chegada dos espanhóis

No dia 8 de novembro de 1519, Hernán Cortez e Montezuma se vêem frente-a-frente. O rei tratou o general Hernán Cortez com toda a diplomacia, oferecendo-lhes tratamento diplomático de acordo com o que representaria a “divindade” do recém-chegado.

Cortez tinha em seu poder armas de fogo, cavalos e 600 soldados. Como estava em número inferior aos nativos, resolveu conhecer o dialeto do povo e estudar a situação, só assim, percebeu que eram considerados “deuses”. Em seguida, os espanhóis deixariam claro sua disposição em dominar os povos da região.

Ao ver que os brancos não tinham nenhuma ligação com a linhagem de seus deuses, os Aztecas então perceberam estar diante de um inimigo conquistador das terras.

A luta começou quando Cortez deixou Tenochtitlán com destino à Vera-Cruz e em seu lugar ficou Pedro Álvaro que, aproveitando-se de uma cerimônia no templo principal, fechou as portas e matou centenas de nativos.

Não foi uma batalha fácil. Os astecas reagiram e mesmo sem o aparato dos brancos, não representaram uma presa fácil para os soldados de Cortéz, sendo que o confronto só foi terminar sete meses depois. Dois anos depois, Tenochtitlán estava totalmente saqueada, destruída e seus tesouros já de posse dos europeus e da igreja.

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