Manuscrito de Voynich - o livro misterioso que ninguém ainda decifrou


O misterioso livro ainda desafia a comunidade científica mundial

Manuscrito de VoynichManuscrito de Voynich
 
Foi descoberto em 1912, na Villa Mondragone, em Frascati, perto de Roma, aquilo que representa um dos maiores enigmas do mundo. Junto de outros livros, um manuscrito misterioso, supostamente criado no século XV e de conteúdo indecifrável até os dias de hoje, vem desafiando pesquisadores em etmologia (estudo da formação dos idiomas) e cientistas em várias áreas. 
 
Tudo teve início quando o americano Wilfrid Michael Voynich, comprador de antiguidades, adquiriu de um antigo colégio de jesuítas na Itália um estranho livro de caracteres desconhecidos e praticamente indecifráveis. Em anexo havia uma carta com data de 1666 se referindo ao antigo proprietário do livro, o imperador Rodolfo II, da Boêmia (hoje região da Alemanha).
 
O livro estranho, produzido em pergaminho de vitelo,  foi parar em Nova York depois de morte de Voynich e sua esposa. Por sua vez, o comprador, Hans P. Krauss, o doou para a biblioteca da universidade de Yale. O denominado “Manuscrito de Voynich” tem 235 páginas contendo ilustrações de plantas desconhecidas, quase bizarras, e é escrito em um idioma desconhecido em toda a face da Terra. Há também espécies animais já extintas (?), imagens sobre os temas astronomia, anatomia, além de calendários e figuras de humanos. 

Manuscrito de VoynichManuscrito de Voynich
 
Outros detalhes que chamam a atenção são os estranhos caracteres, ilustrações de flores e plantas nunca vistas e mulheres nuas que se divertem em banheiras conectadas a estranhos encanamentos. Não tão menos  intrigantes no manuscrito são planilhas mostrando peças astronômicas vistas por um telescópio, ou ainda células vivas observadas por microscópio. Nas mesmas planilhas, um enigmático calendário com figuras, ou desconhecidos signos zodiacais.
 
As várias teorias
 
As teorias sobre o livro e sua escrita enigmática variam, desde fraude, ou uma brincadeira de quem pensava em intrigar a sociedade. Mas, de acordo com estudiosos, a repetição de determinados caracteres indicam uma espécie desconhecida de informação, e não uma brincadeira à base de rabiscos sem propósitos. 
 
Outros passaram a acreditar que a escrita vinha de uma língua artificial. Mas, nem mesmo a língua “Ignota” criada por Hildegarde de Bingen, se assemelhava aos caracteres do livro. Quem tentou e quase conseguiu lançar uma luz sobre o assunto foi o botânico Hugh O'Neill, em 1944. Sua conclusão era a de que algumas daquelas plantas representavam espécies do Novo-Mundo, e os caractereses seriam de um dialeto morto da nação Nahuatl, do antigo México. Isso provocaria hipótese sobre a confecção do livro após o ano de 1492, data em que Cristóvão Colombo pisou na América trazendo sementes de girassol e pimenta. 

William Romaine Newbold causou outro alvoroço em 1919, ao anunciar que o livro era obra do filósofo inglês Roger Bacon e que o mesmo conhecia a utilização de telescópios e microscópios. Sendo assim, de acordo com Newbold, Bacon conhecia, desde coisas do espaço como a formação em espiral da vizinha galáxia de Andrômeda, bem como os micróbios, organismos invisíveis a olho nu, e ainda a formação do embrião partindo da união do espermatozoide e do óvulo.
 
O mistério continua
 
Boa parte dos estudiosos creem que o estranho documento parece ser uma espécie de manual ou almanaque voltado para botânica, astronomia e biologia, ou mesmo uma apostila com noções básicas de ciências naturais. Durante a Segunda Guerra Mundial, peritos militares suspeitaram que o manuscrito pudesse representar informações sigilosas e de espionagem e tentaram destrinchar a inscrição toda, mas não conseguiram encontrar uma fórmula para a decodificação do documento. 
 
É de conhecimento público a variedade de falsificações através da história, só que esse tipo de ato sempre buscou um ganho, uma vantagem. Mas, no caso do “Manuscrito de Voynich”, por que alguém se interessaria em produzir trabalhosamente um enigma em mais de 230 páginas?
 
Manuscrito de VoynichManuscrito de Voynich Uma enorme comunidade de cientistas, composta de historiadores, bibliófilos, criptógrafos e linguistas ainda se debruça sobre o pequeno livro de 18 por 23 cm de comprimento. No entanto, o mistério persiste. E o que são as mandalas, representações presumidamente astrológicas e símbolos do espaço encontrados nos livros?
 
Quem conseguir decifrar mais esse enigma da Terra poderá entrar para a história.
 
anuncio