Dia da Ufologia - O mito alienígena de Roswell e a descoberta do transistor


Sempre houve a intenção de acobertamentos de ocorrência do fenômeno óvni em todo mundo, mas alguns casos foram alem do que se discute em gabinetes

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O dia 24 de junho é a data de referência aos chamados “discos voadores” e foi escolhido para ser o Dia Mundial dos OVNIs. Nesse dia, em 1947, o piloto civil Keneth Arnold observou incrédulo aquilo que parecia ser enormes pires metálicos voadores, que sobrevoavam a costa oeste americana. O piloto então anunciou a expressão “Flying Saucers” (Discos Voadores).

O mito de Roswell

Foi justamente no mês de julho que ocorreu o maior episódio dos Objetos Voadores Não identificados que se tem notícia em todo mundo. O caso repercutiu nos jornais, ganhou as ondas do rádio, televisão e depois virou tema de livros e filmes. A versão oficial do governo americano fala de uma acidente com balões, mas segundo os apaixonados pelo assunto “ufologia”, uma nave alienígena caiu nos arredores da cidade na noite de 4 de julho.

Isolada em pleno deserto do Estado do Novo México, a pequena Roswell recebe anualmente, milhares de turistas e apaixonados pelo fenômeno óvni, e que buscam contatos com extraterrestres. Naquela  noite 4 de julho, um sitiante viu uma forte luz que atravessou o céu e algo causou gigantesca explosão em sua propriedade.

Procurados pela imprensa  na época, testemunhas disseram que  um bólido explodiu  em um barranco na região desértica da pequena Roswell. Outros diziam teriam ter visto a movimentação de estranhas criaturas de baixa estatura, cabeça em forma de pera e olhos negros oblíquos.

Militares cercaram a área

No dia seguinte, uma multidão já presente no local viu a chegada de comboios à região. Militares da base aérea foram até a área do acidente e recolheram os destroços da queda. A operação - que foi realizada de forma secreta -instalou um cordão de isolamento na rodovia US 285, impedindo a entrada pela estrada vicinal do rancho Rub.

No Rancho Forster, na manhã do dia 6 de julho, outro cidadão, Willian “Mack” Brazel, foi alimentar os animais e ver o que aconteceu ao rancho depois das fortes chuvas e trovões da noite anterior. Caminhando pelo pasto acompanhado de um amigo, deparou com pedaços do que parecia ser restos de uma aeronave. 

Brazel untou todo aquele material parecido com alumínio e muito leve. Dava mais um menos uns dois quilos. Era algo semelhante a alumínio, que não se queimava. Quando amassado, voltava ao normal imediatamente e era leve como papel além de ter estranhas inscrições, tal qual hieróglifos.

No entanto, com a chegada dos militares da USAF (Força Aérea Americana) esse material foi retirado das mãos de Willian Brazel e levados pelo major Jessé Marcel para seus superiores. 


Três alienígenas vivos e um morto

Tudo não passava de mais um caso sem comprovação até entrar em cena uma personagem desconhecida e que tinha revelações bombásticas. Surge Anne Robbins, entrevistada pelo jornal inglês The Oberver, que era esposa do então sargento Ernest Robert Robbins (falecido em 2000). Segundo ela, o marido teria participado do resgate de três seres humanoides, sendo que um dos alienígenas ainda estava vivo. A nave em que viajava teria se espatifado em uma rocha no meio do deserto.

Ela diz que seu marido morreu confirmando que aquilo não era um simples balão, mas sim, uma nave extraterrena. Em vida, no entanto Ernest negava-se a comentar o ocorrido, afirmando que se tratava de um segredo militar. Mas chegou a desenhar várias vezes o artefato, algo como que dois pratos juntos e seres pequenos de cor marrom, cabeça grande e alongada em forma de pera, sem boca e sem nariz e grandes olhos negros oblíquos.

Anne disse que o marido nunca mentiu pra ela durante 56 anos em que foram casados, mas que só teve certeza quando o acompanhou ao local e viu no chão uma mancha preta, semelhante a vidro, como se aquilo tivesse passado por um alto grau de temperatura.

Major Marcel confessa 30 anos depois

Em 1978, o ufólogo Stanton Friedman entrevistou Jessé Marcel, que era major em 1947 e também um dos envolvidos no caso. Foi Marcel quem deu uma versão inicial de que os fragmentos que havia recolhido na manhã do dia 6 de julho daquele ano, eram mesmo de uma nave alienígena. Depois, pressionado pelo Pentágono, desmentiu, alegando que havia cometido um grande erro e que aquilo não passava de restos de um balão meteorológico.

Na entrevista de 1978, Jessé Marcel contou uma versão diferente e declarou, pela primeira vez, que os fragmentos encontrados possuíam propriedades físicas desconhecidas da tecnologia terrestre. “Eram muito leves, mais finos do que uma folha de alumínio de maço de cigarros e não podiam ser queimados, dobrados ou amassados”, disse o major.

As autoridades americanas foram então pressionadas a revelar seus arquivos secretos, mas acabaram lançando na mídia novas “conclusões” que negavam o ocorrido em Roswell como sendo a queda de um UFO.

Tecnologia do transistor

Marcel havia passado antes em casa e mostrou aquilo para a família. "...meu pai chegou excitado dizendo que a Força Aérea tinha achado um disco-voador. Mostrou à minha mãe e a mim umas barras finas e varetas feitas de um metal muito leve. Havia também umas folhas de algo que parecia papel alumínio, mas não amassava. Vi distintamente numa das barras sinais que lembravam hieróglifos. Não tenho dúvida de que fosse algo alienígena", disse um dia aos jornais um médico da cidade de Montana, filho do major Jessé Marcel.

Outra testemunha, um agente funerário dos mais famosos na região, acabaria se tornando outra presença interessante em todo o caso. Gleen Dennis teria sido contatado pelos militares por telefone, para ensinar a eles dicas sobre a confecção de pequenos sarcófagos, do tamanho relativo à estatura de crianças. Calcula-se então que os agentes pretendiam construir caixões hermeticamente fechados para transportar pequenos corpos para Fort Worth, no Texas. Seriam corpos de alienígenas?

Naomi Self, enfermeira que teria auxiliado na autópsia dos supostos seres acidentados e que teria dado “com a língua nos dentes” para o agente funerário, contando coisas escabrosas sobre a dissecação dos cadáveres. Ela desapareceu sem deixar vestígios.

O que se sabe hoje é que, logo no ano seguinte após a suposta queda de uma nave alienígena, os Estados Unidos passou a experimentar  um repentino avanço tecnológico. Prova disso foi o anúncio de um novo componente eletrônico, em 1948. Era a “descoberta” do transistor.

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