As lendárias terras de Ofir na América do Sul


O Antigo Testamento fala de Ofir, filho de Joctã da descendência de Sem, o terceiro filho de Noé. Sobre Ofir, documentos de povos da antiguidade indicam a posse de uma grande área de localização incerta, mas que se supunha estar a oeste do mundo até então conhecido. 

As lendárias e misteriosas Terras de Ofir levaram estudiosos à hipótese de que a América já foi um lugar efervescente e fortemente ocupado por civilizações de relativo avanço e organização social antes da era cristã. A presença dos fenícios em terras brasileiras está documentada em uma infinidade de vestígios, principalmente no Norte e Nordeste do Brasil, bem como na cidade do Rio de Janeiro. Em São Conrado, na misteriosa formação rochosa denominada "Pedra da Gávea", estranhos fenômenos e inscrições chamam a atenção dos pesquisadores e turistas.

Salomão era um riquíssimo rei hebreu e não há quem nunca tenha ouvido falar das suas famosas e lendárias “minas de ouro”. O que ninguém tem absoluta certeza é do seu exato lugar. Estudiosos sobre o tema tentam evitar hipóteses que levem a especulações sobre o continente americano. A maioria prefere crer que a costa portuguesa é a região onde havia uma cidade oculta, lugar em que Salomão explorava o subsolo e Dalí retirava grandes quantidades de ouro e pedras preciosas.

Ofir no Brasil

O pesquisador francês Onfroy de Thoron tinha como certo um acordo entre a Fenícia e a Judeia  tratando de viagens das frotas do rei Hirão de Tiro, da Fenícia, e do rei hebreu Salomão pelo rio Amazonas, nos anos de 993 a.C. a 960 a. Há também relatos a implantação de várias colônias na Amazônia, Nordeste (Paraíba e Bahia), Rio de Janeiro (Pedra da Gávea) e Piauí, local onde ganharam fama as famosas e lendárias 7 cidades do Piauí.

Para colocar mais lenha, a proposta de que os fenícios criaram diversas colônias no Norte do Brasil a partir o ano 900 A.C. foi formulada por Robertus Comtaeus Nortmannus em 1644 e por Georg Horn em 1652.
Uma de suas raças, de nome Cáris ou Cários, do Mediterrâneo, eram corajosos navegadores que já naqueles tempos longínquos atravessavam o temível e desconhecido Oceano Atlântico, a partir de um porto nas ilhas Açores, pertencentes à Lusitânia (atual Portugal).

O desembarque se dava pelo mar do Caribe, também conhecido como Caraíbas (a influência do visitante na denominação).
Descendo pelo norte da América do Sul, os povos Cários fundaram Caracas. Teriam seguido pelas Guianas, adentrando o Brasil pelo Amapá e Roraima e conheceram então a grande rede de rios amazônicos.

Salomão ou Solimões

A origem do nome do grande rio que começa no Peru e atravessa boa parte da Amazônia brasileira chega a ser desconcertante em alguns círculos. Descendo da região peruana carrega o nome de Solimões desde seu início até encontrar-se com o Rio Negro em Manaus, já no Brasil, onde passa a denominar-se Amazonas.

Acredita-se que Solimões seja uma corruptela, o nome viciado pela entonação, que as comunidades indígenas deram à Salomão, indicando que o rei hebreu esteve em terras e rios da América do Sul em busca de minérios e provavelmente era daqui que retirava o material (madeira, ouro e prata) para a construção do famoso templo.

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