Os supostos vestígios de navegadores fenícios no Rio de Janeiro


A teoria é que a costa do Brasil era visitada pelos povos da antiguidade, dentre eles, vikings e fenícios

Pedra da GáveaPedra da Gvea


Talvez esteja em terras brasileiras um dos maiores mistérios do mundo antigo: a Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, vista da  Barra da Tijuca. Com 842 metros acima do nível do mar, é o maior bloco de granito à beira mar em todo o planeta e é conhecido como um dos belos mirantes do mundo. 
O monólito é cercado de mistérios e lendas, por apresentar uma infinidade de sinais estranhos, símbolos e ranhuras que se assemelham à escritas. Mas o principal, o gigante bloco de granito conta com o formato de um rosto humano que parece estar observando o mar.

A Pedra da Gávea é tema de estudos de muitos arqueólogos nacionais e estrangeiros. Mas, o tema que o liga ao misticismo, aparições de Ovnis e outras abordagens irresponsáveis é alvo de críticas. Para boa parte das autoridades, a maioria brasileiras, há muito sensacionalismo e abuso dos meios de comunicação quando publicam ou replicam teorias pouco fundamentadas. Mas já foi pauta de muitos jornais e emissoras de grande credibilidade.

Publicado no jornal O Globo, a teoria de Roldão Pires Brandão, presidente da Associação Brasileira de Espeleologia e Pesquisas Arqueológicas no Rio é de que se trata de uma esfinge gravada em granito pelos antigos povos fenícios. A grande pedra “tem a face de um homem e o corpo de um animal deitado. A cauda deve ter caído por causa da ação do tempo. A rocha, vista de longe, tem a grandeza dos monumentos faraônicos e reproduz, em um de seus lados, a face severa de um patriarca".

Há muitos anos a Pedra da Gávea é estudada minuciosamente. Um dos pontos polêmicos são fissuras uniformes semelhantes a inscrições que já foram até comparadas com o alfabeto púnico, mas nada foi comprovado. A teoria é que a costa do Brasil era visitada pelos povos da antiguidade, dentre eles, vikings e fenícios.
Em 1982, o arqueólogo americano Robert Frank Marx trouxe sua equipe para uma série de mergulhos na Baía da Guanabara. Ele queria descobrir provas de navegantes pré-colombianos no Brasil.

Prova irrefutável

O arqueólogo americano não encontrou o que queria: uma embarcação fenícia que teria naufragado em épocas remotas no Rio de Janeiro.

Antes dele, porém, o mergulhador brasileiro José Roberto Teixeira já havia feito uma descoberta capaz de levar os limites da história oficial brasileira para um passado muito alem de 1500.
O mergulhador fez uma descoberta extremamente valiosa sobre aspectos da história e arqueologia. Ele encontrou três ânforas, com capacidade total para armazenar 36 litros. O fato correu em 1977 e foi tratado em sigilo, até que em 1978, foi revelado durante uma conferência no Museu Marinho.

Também sobre essa descoberta, o Jornal O Globo publicou naquele ano: "O caso dos vasos fenícios da Baía de Guanabara sempre foi tratado com o maior sigilo e seu achado só foi revelado um ano depois, em 1978, com vagas informações. O nome do mergulhador que achou as doze peças arqueológicas só foi revelado posteriormente, depois de uma conferência no Museu Marinho, pelo presidente da Associação Profissional para Atividades Sub-Aquáticas, Raul Cerqueira."

Um dos vasos ficou com o arqueólogo e os outros dois foram transferidos para a Marinha. Com capacidade para armazenar36 litros, as ânforas estão sob a guarda do governo brasileiro em uma local desconhecido.


Leia em breve:
A lenda de Badezir e o naufrágio dos príncioes da Fenícia na Bahia da Guanabara

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