A preparação dos professores constitui a questão primordial de todas as reformas pedagógicas


Professores tendem a reproduzir o modelo no qual foram formados, ou seja, educando jovens do século XXI com metodologias do século XIX. Em sala de aula, eles tentam agora repassar isso para os alunos, num monólogo onde eles se colocam no centro das atenções, como se fossem os detentores de todo conhecimento. Enquanto isso, os alunos vivem mergulhados em outro mundo, repleto de novidades, de novas tecnologias, novos programas e atrações, disponíveis a um toque, logo ali, na extensão de suas mãos.

Daí o apelo do professor aos recursos audiovisuais, às habilidades de entretenimento, à disciplina, às notas, às temidas provas e vários tipos de abordagem: tudo para obrigar o aluno, da geração zapping”, a “prestar atenção a uma aula” ...

O que fazer? Como tornar as aulas interessantes? Como fazer os alunos se interessarem? Talvez nunca tenha se falado, questionado e discutido sobre escola, e os caminhos da educação, como nos dias de hoje. Esse assunto é recorrente entre pedagogos e consultores.  Mas parece ser um consenso que a escola precisa ser entendida não apenas como o lugar em que se realiza a construção do conhecimento, mas, muito além, ser pensada como um espaço onde se prepara o aluno para distinguir a informação verdadeira da falsa, a boa notícia da má, como formar para a vida. “O homem deve ser educado para se tornar humano”, dizia o pedagogo Jan Amos Comenius (1592-1670).

Precisamos cuidar para esses jovens chegarem a vida adulta mais informados sobre o mundo em que vivem quanto sobre seu lugar nele.

 


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