River e Boca: a final do mundo e a polêmica decisão da Conmebol

Após atos violentos contra o ônibus do Boca, a Conmebol de forma polêmica decide levar o jogo decisivo entre River e Boca para Madrid. Quais seriam as reais justificativas para a realização desse jogo fora da Argentina e da América do Sul.


O jogo decisivo entre River e Boca foi chamada de a final do mundo pelo então Presidente da FIFA Gianni Infantino, por todo que envolve um River e Boca. Seria dois jogos de torcida única, medida preventiva para a violência, o primeiro foi com festa da torcida do Boca em La Bombonera, que terminou empatado em 2 a 2 e gosto de derrota para o time da casa, o segundo jogo seria no estádio Monumental, do River, mas a violência impediu sua realização.

A caminho do segundo e decisivo jogo no estádio Monumental, o ônibus do Boca foi alvejado por pedras e garrafas, quebrando vários vidros que atingiram alguns jogadores, cenas de uma praça de guerra e não de uma praça esportiva, horríveis. Assim, num primeiro momento o jogo foi adiado por algumas horas, depois para o dia seguinte e posteriormente, o Boca solicitou o cancelamento do jogo, alegando insegurança.

Desta forma, começou-se as discussões e debate, entre os clubes e a Conmebol, inicialmente cogitou-se realizar o jogo em Doha (Qatar) ou Miami (Estados Unidos), depois de cinco dias de muitas reuniões, o presidente da Conmebol decidiu de forma polêmica realizar o jogo no dia 9 de dezembro na Espanha, terras do colonizador argentino, o estádio escolhido foi o Santiago Bernabeu do Real Madrid. Segundo justificou o presidente da Conmebol a escolha por Madrid, foi por razões da cidade ser a que mais recebe argentinos na Espanha. Agora vamos ao custo do torcedor para sair da Argentina e ir a Madrid para o jogo decisivo giram em torno de 7 mil reais, por pessoa, com as passagens, hospedagem e ingresso, sem alimentação.

Diz o ditado popular que a ocasião faz o ladrão, desta forma, a escolha foi oportunista, pois a Conmebol anunciava mudanças na final do torneio e planejava realizar a final em um jogo único e em estádio pré definido, será, com certeza, a violência uma das certas justificativas para esse novo formato das próximas edições da Libertadores e com finais na Europa, será sem violência?

A violência na Argentina, infelizmente, como vemos não foi e nem é um caso isolado, vemos recorrentemente nos estádios Brasil afora e na Europa, pelas quartas de final da Liga dos Campeões de 2017, explodiram três bombas sobre o ônibus do Borussia Dortmund, que estava a caminho do jogo contra o Monaco, uma das bombas causou ferimentos graves em um de seus jogadores, que passou por cirurgia para remover os estilhaços em seu braço.

Mas voltando a nossa discussão, realizar o jogo final fora da América do Sul seria o caminho correto para a resolução do problema local? Um jogo entre argentinos jogado fora da Argentina será a solução para este caso em especial? Estariam os temidos Barras Brabas envolvidos neste caso? Houve falta de coragem dos dirigentes da Conmebol e do Governo Argentino nas punições? Qual seria a decisão mais assertivo decretar o Boca campeão e punir o River com o impedimento de alguns anos na competição?

Os fatos ilustraram dois aspectos: primeiro, que houve falta de rigor da Conmebol nas decisões disciplinares e segundo, que estes dois clubes argentinos possuem uma força nos bastidores político do futebol.

E o que fica é a reflexão, que as punições brandas não estão contribuindo para a resolução da violência no futebol, outra questão também importante, porém pouco abordada, é o constante incentivo a rivalidade, que é uma faísca para as chamas da violência, assim, deve-se rever estas punições e as atitudes e ações que podem incentivar a violência no esporte, que é um assunto complicado e pouco discutido no futebol.

Por fim, foram impostas ao River duas punições, uma econômica de 400 mil dólares e a outra esportiva e financeira, de dois jogos sem torcida e com portões fechados. Seriam estas as punições ideias?


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