O perigo do freguês

O Peru é um freguês histórico do Brasil, mas em 2016 na Copa América Centenário foi protagonista de um vexame histórico da Seleção ao vencer o jogo e colaborar para a desclassificação ainda na primeira fase. É bom ter cuidado.


A Seleção do Peru historicamente é uma freguesa do Brasil, nos 44 jogos envolvendo essas Seleções, a brasileira obteve 31 vitórias, 9 empates e 4 derrotas, um aproveitamento de 70,5%. Mas estatística não entra em campo e tão pouco ganha jogo.

Em 2016 na Copa América Centenário a Seleção peruana protagonizou um vexame histórico ao eliminar o Brasil na primeira fase da competição. Com um gol de mão do atacante peruano Ruidíaz venceu o jogo, é verdade que em tempos de VAR este gol depois de uma imensa espera seria anulado, fato que instaurou-se uma crise que culminou na demissão de Dunga, último técnico campeão da Copa América pela Seleção Brasileira em 2007.

Outras técnicos que conquistaram a Copa América pela Seleção, retrospectivamente, foram: 2004, Carlos Alberto Parreira; 1999, Vanderlei Luxemburgo; 1997, Zagallo; 1989, Sebastião Lazaroni; 1949, Flávio Rodrigues Costa; as 1922 e 1919, foram conquistadas por comissões técnicas formadas por jogadores.

Após de 12 anos Tite tem a chance de busca a oitava conquista da Copa América da sua história da seleção, com direito a comemoração de cem anos do primeiro grande título Sul-americano de 1919. Seria um presságio?

Da substituição de Dunga por Tite, em 2016, após o grande vexame da eliminação na primeira fase, Tite estreiou em jogo contra o Equador em Quito pelas Eliminatórias da Copa da Rússia e lançou Gabriel Jesus aos 19 anos que marca duas vezes, Neymar também fez o seu de pênalti, fazia quase um ano que o destaque brasileiro não marcava na principal, assim, a Seleção vence por 3 a 0 o Equador fora de casa. Em 2017 nas eliminatórias para a Copa da Rússia a Seleção reconquistou a confiança e ganhou credibilidade com o torcedor. Chegou como favorita na Rússia, não conseguiu apresentar o bom futebol das Eliminatórias e foi eliminado nas quartas de finais para a Bélgica. Tite foi fiel com seu centroavante Gabriel Jesus, que entrou para a história da Seleção como o primeiro centroavante na brasileiro a não marcar gols em uma edição de Copa, será lembrado por isso.

Nas últimas três Copas do Mundo o Brasil acumulou maus resultados, com Tite em 2018 na Copa da Rússia o Brasil ficou em sexto, em 2014 com Felipão na Copa, em casa, ficou na quarta colocação e o maior vexame da história, o 7 a 1 sofrido pela Alemanha e em 2010 na Copa da África com Dunga obteve o 5º lugar. Assim, pelos números Tite tem o pior resultado entre Felipão e Dunga. Há inúmeras razões, da má gestão da CBF fora de campo às más escolhas dos técnicos e atuações dos selecionados dentro de campo.

Tite nos 41 jogos no comando técnico da seleção foram um aproveitamento de 83,74%, sendo, 32 vitórias, 7 empates e 2 derrotas. Há críticas com relação a esses números e elas são no sentido que os jogos foram contra adversários sem expressão e qualidade. Das duas derrotas, uma foi o 1 a 0 em um jogo amistoso contra Argentina em 2017 e a outra a eliminação na Copa da Rússia em 2018, 2 a 1 contra a Bélgica.

O futebol é resultado e o Tite tem consciência de que se não obter vitória e resultado positivo poderá ser substituído. Mais uma vez o Peru poderá ser protagonista de uma crise no Brasil, como há três anos atrás.

Nesta Copa América fazem 100 anos do primeiro título sul-americano, conforme já mencionado acima, o primeiro grande título Sul-americano conquistado no Rio de Janeiro, no estádio das Laranjeiras. O Brasil é favorito e pode repetir a festa de 100 anos atrás neste domingo contra o Peru no Maracanã às 17 horas. Mas é bom ter um cuidado com o perigo desse histórico freguês.

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