Deyverson e a piscadinha

O que a piscadinha de Deyverson no clássico no último fim de semana, pode nos trazer de possibilidades de discussão em torno da violência no futebol. Por que uma simples piscadinha pode ser potencializadora de uma enorme confusão.


O que a piscadinho do Deyverson representou no último clássico envolvendo os times Corinthians e Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro de Futebol?

Houve muitas discussões e debates sobre essa questão, uns disseram ser coisa do futebol e outros disseram ser uma provação desnecessária. Para os corintianos a piscadinha foi interpretada como uma provocação, para os palmeirenses como mimimi dos corintianos, certo que a piscadinha de Deyverson culminou num bate boca dos jogadores reservas e um princípio de confusão, administrado pelo quarto árbitro, técnicos de ambas as equipes e jogadores mais sensatos.

Neste caso, levanto minha primeira dúvida? Será que há uma preparação por parte do clube brasileiros acerca dos acontecimentos históricos recentes junto aos jogadores para construírem uma noção das possíveis proporções das suas atitudes dentro de campo? Tenho uma certa curiosidade com relação a isso!

O atacante Deyverson ficará suspenso de três jogos, de competições diferentes. Seria o caso, dos representantes do jogador, dirigentes do clube, seu técnico e companheiros de time, ou até mesmo, de profissionais como psicólogos desenvolver um trabalho de orientação, formação e mudanças no seu comportamento dentro de campo?

A violência é um problema social, não quero aqui individualizar a questão e tão pouco culpabilizar o indivíduo pela violência no futebol, no jogo e nas arquibancadas. Mas os jogadores não sabe que atitudes impensadas podem ser potencializadoras de confusões graves ou incontroláveis. Reflita como são iniciados os incêndios?

Repito mais uma vez, a violência é uma questão social, não estou apontando-o como culpado, mas ações impensadas podem causar reações violências no jogo, o jogador deve ter a noção disso.

Portanto, refletir os princípios de incêndios que se ascendem nas vésperas dos jogos esportivos pelos envolvidos no espetáculo esportivo é importante e relembrar algumas das recentes confusões envolvendo jogadores no Derbi que marcaram o confronto entre Corinthians e Palmeiras, se faz necessária para evitar incidentes e confusões que mancharam a história dos jogos entre estes clubes.

Em 1999, pela decisão do Campeonato Paulista, começou de uma irreverente e irresponsável embaixadinha do jogador Edilson, um dos destaques do jogo. A jogada aguçou a fúria dos jogadores palmeirenses e iniciou a maior confusão entre os jogadores de ambas as equipes.

Em 2011, na reta final do Brasileiro, o atacante Jorge Henrique (Corinthians) parou a bola e fez o chute no vaco, jogada executada e parte do repertório motor do meia Valdívia (Palmeiras), os jogadores palmeirenses, neste caso, entenderam como uma provocação do jogador corintiano, assim, inaugurou-se uma briga generalizada entre os jogadores dentro de campo, esta briga é sempre lembrada pelos programas esportivos.

E neste ano no primeiro jogo da final do Campeonato Paulista, os jogadores se envolveram numa briga generalizada e após a confusão o juiz da partida distribui cartões amarelos e dois vermelhos, um para o Felipe Melo (Palmeiras) e outro para o Clayson (Corinthians).

Embaixadinha, chute no vento e piscadinha fazem parte do jogo, são provocações ou mimimi? E estimular um clima de guerra incitando treinadores, jogadores e torcedores, ou seja, atitudes como essas funcionam como amolaras das facas, que podem provocar ou culminar em confusão generalizada tanto dentro quanto fora de campo.

É importante questionar o contexto do jogo, no caso Corinthians que esta em situação delicada no campeonato e o Palmeiras em ascensão, mas os dois são clubes de relevância no cenário do futebol, que decidiram inúmeras competições regionais, nacionais e internacionais. Os jogadores não sabiam disso, não sabem da sua representatividade?

Os clubes não podem se ausentar das suas responsabilidades na formação e condutas dos jogadores, especialmente dentro de campo, que precisam entender de uma vez por todas suas responsabilidades e representatividades, não podem esquecer da atmosfera dos jogos e devem se controlar emocionalmente para evitar problemas maiores dentro e fora do campo. E com relação a imprensa esportiva deve, de forma urgente, refletir suas estratégias atuais de propagação e promoção do espetáculo esportivo.

E Deyverson protagonista do jogo pelo gol e belas jogadas, quase entrou na lista dos causadores de confusões no Derbi. Se não alterar suas condutas dentro de campo, tem uma grande chance de se juntar ao time de Felipe Melo (que disse se for preciso dar tapa na cara de uruguaio, mas com responsabilidade) e Paulo Nunes e Edilson (protagonistas da mais lembrada briga recente que envolveram jogadores de Corinthians e Palmeiras).

Desta vez, Deyverson pode agradecer a turma do deixa disso.

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