Radicalismos levarão o Brasil e o mundo para o abismo


Liberalismo radical, esquerda radical, direita radical, extrema direita radical: todo mundo, dotado de uma pitada de sensibilidade, está percebendo que os radicalismos econômicos e políticos, se não forem interrompidos prontamente (e só um milagre faria isso), levarão o Brasil e o mundo para o colapso. Shutdown planetário.

Com a facilidade proporcionada pelas redes sociais, chegará o dia do protesto mundial. Cada grupo com seus cartazes: educação para todos, pelo respeito às minorias, fim das desigualdades, fim da imigração, muçulmanos fora, mexicanos cercados, bandido bom é bandido morto, fim do Estado etc.

Os radicalismos econômico e político (globalismo radical, democracias radicais) estão afetando e piorando a qualidade de vida ou a existência das indústrias, do comércio, do agronegócio, dos profissionais liberais, dos construtores, dos trabalhadores precarizados, dos desempregados, da classe proprietária, da classe média, das classes das bases da pirâmide e por aí vai.

Todos são perdedores enraivecidos, ressalvadas as elites radicais (e perversas), que estão acima de todas as classes sociais, posto que continuam concentrando de modo irracionalmente radical a renda, a riqueza, o conhecimento, as oportunidades e o bem-estar.

“Não fortalecerás os fracos, por enfraqueceres os fortes. Não ajudarás os assalariados, se arruinares aquele que os paga. Não estimularás a fraternidade, se alimentares o ódio.” (Abraham Lincoln). Não temos que ter ódio do pensamento radical, sim, temos que acabar com seu radicalismo.

Por quê? Porque para o pensamento radical (de esquerda ou de direita) “não há luta pela vida, antes, ‘vida para a luta’” (U. Eco, O fascismo eterno). A guerra é o único sentido da vida. Ser pacifista é manter conluio com o inimigo. Prioriza-se a guerra frente ao pacifismo, porque “a vida é uma guerra permanente”.

Já não existem adversários ou concorrentes. Todos que não concordam com o pensamento único radical são inimigos. Os inimigos devem ser derrotados e para isso tem que haver uma batalha final. Imagina-se que só depois do juízo final é que haveria harmonia planetária.

O pensamento radical (de esquerda ou de direta, comunista ou liberal radical) só desiste da guerra permanente quando advém o “controle do mundo”.

No Brasil a guerra ideológica radical já está em andamento faz alguns anos. Resta saber se será interrompida ou se a cada dia estamos nos aproximando da “solução final” (que pode tomar a forma de uma guerra civil).

Paralelamente a toda essa tendência destrutiva do mundo nós temos que desenvolver uma ação universal dos Movimentos Antirradicalismos (MAR) espalhados por todo canto da Terra. É o movimento pacifista, que combate o radicalismo.

“Quando todos os homens derem as mãos, não existirão mãos para segurar armas.” (Bob Marley).

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