Macarrão seria o culpado de tudo?


A relação de amor e ódio entre Macarrão e Bruno tem tudo para se transformar no centro dos debates orais que acontecerão após concluída a fase instrutória (probatória). No julgamento anterior, Macarrão, sentindo-se visivelmente isolado e desprotegido, confessou o crime e delatou Bruno, que não estava presente para fazer o contraditório. Seu interrogatório, portanto, será totalmente decisivo: pode se calar ou confessar ou tentar desconstruir a delação precedente, protestando pela inocência. 

Hoje, em vários momentos, sobretudo no depoimento de Célia (prima de Bruno), a culpa foi descarregada em Macarrão. O jogo de empurra ficou bem desenhado. Vamos ver qual das partes (acusação ou defesa) levará mais convencimento aos jurados, com base nas provas produzidas.
Se no primeiro dia do julgamento tudo se mostrava morno, apático e pouco conflitivo, sobretudo depois que a defesa desistiu da oitiva de todas as suas testemunhas, o segundo conta com cenário bem diferente. Para o plenário vieram a reconstituição do crime, contradições, incriminações recíprocas e confirmações de alguns indícios de autoria. Com os vídeos, o julgamento ganhou vibração e muita emoção, que chegou a provocar lágrimas nos acusados, na mãe de Eliza e na namorada de Bruno. Em vários momentos o salão do júri foi preenchido exclusivamente pelo silêncio profundo, sobretudo dos jovens jurados (de 22 a 30 anos), que observavam tudo muito atentamente.

Acompanhe a cobertura completa do julgamento no Portal Atualidades do Direito

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LUIZ FLÁVIO GOMES, 55, jurista e diretor-presidente do Instituto Avante Brasil. Estou no blogdolfg.com.br

 
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