"O elefante, o lobo, e fio da mãe!"


Uma das lembranças que guardo com especial carinho, foi a primeira vez que fui ao circo! Meus tios Vicente e Marilda namoravam e me levaram junto, foi maravilhoso. Até hoje, apesar de tanto tempo, recordo-me do show dos palhaços, do mágico, trapezistas, leões e tudo mais.  No intervalo da apresentação saímos pra comprar pipocas e uma cena em especial chamou atenção, um elefante. Nunca tinha visto um, cheguei o mais perto que pude, fiquei ali vários minutos, que até esqueci a pipoca. 

O animal aparentava idade avançada e balançava o corpo com a enorme tromba para um lado e outro, sem mover as patas do chão. Olhei bem e pensei, como pode um animal tão grande e forte ficar preso aos pés por uma fina corda, presa a uma estaca fincada no chão? Fiquei preocupado se de repente o bicho pudesse escapar! Quando busquei resposta do por que o elefante não se libertava, a resposta foi que havia desde pequeno acostumado a ficar ali, preso. A corda para o elefante seria como um fio de linha.

Hoje 40 anos depois entendo aquele velho elefante, e de quanto é difícil se livrar de algumas amarras, não pela eficiência das correntes ou trancas, mas por que falta coragem de dar o passo à frente.

Quanto penso no elefante, penso em mim, penso em nós, penso em você! É só dar um passo! Estaríamos livres! Por que não tomamos atitude? Será que pensamos estar velhos pra isso? Pergunto: o ser humano tem prazo de validade?

Minha mãe quando costurava, costuma usar o ditado: “cada um sabe as linhas com se cose”! Será que sabe mesmo? Tem desejo ao menos de saber? O que falta então? Consciência? Coragem? Ser arrastado ou empurrado? Será que é por que: “este não tem mesmo jeito”?

Outro ditado que lembro: “a fome faz o lobo sair do mato”! Ora, se existem fios que prendem, também têm os que libertam, levam pra frente, e um deles é o fio da necessidade, da circunstância, do “sem saída”! O “fio da meada”! 
Ultimamente como católico que sou, costumo dizer que estou preso por um fio: “o fio do manto de Nossa Senhora Aparecida”! Isso me dá forças, me empurra pra frente! É o “fio da fé”! Cada um deveria ter o seu.

O tempo está passando, não olho mais o velho elefante balançando as trombas sem sair do lugar, olho pra frente, olho pra mim! Demorou pra perceber, que somos o que acreditamos, pensamos e desejamos. Somos frutos das nossas investidas! Ou não?

Por falar em fio, corda, o primeiro que nos prendia e foi rompido, logo que nascemos, foi o cordão umbilical! A partir dali, seria cada um a procura de si mesmo. E só foi rompido, graças aos cuidados carinhosos de uma mãe, ou de quem com carinho cuidou de nós. Caso contrário não estaria escrevendo ou lendo estas linhas! Depois de rompido este cordão, é só pra frente que se vai! É a vida, é nossa humanidade!

Ser grato a quem te gerou, cuidou de você, acredito é o primeiro passo, para romper amarras, correntes, ou simples “fios de linha”, como aquela velha corda do elefante! Então, pare de balançar a “tromba”, vamos juntos, passos pra frente, é a melhor maneira de homenagear nossas mães...

Obrigado a todas as mães do mundo! Felicidade, paz e realizações! Que os filhos se libertem de todas as amarras possíveis, esse seria nosso melhor presente! Ou você têm dúvidas?

Obrigado minha Mãe! Obrigado Mãe Esposa! Obrigado Mãe do Céu! 

Alexandre Faria
Consultor em Gestão de Negócios
 
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