Mãe é saudade que nunca se perde, mesmo depois da partida


Mãe, há como explicar, definir, medir? Mãe tem tamanho, padrão, parametrização? 

Mãe é sentimento puro! Mãe é o divino que gera o humano! Mãe é mistério, é cuidado! Mãe embora não tenha como parametrizar, é uma linguagem! Mãe, pulsão de vida, gerando amor!

Mãe é continente de amor... Mãe é depósito de ternura, armazém de doçuras, régua de sentidos, bacia de contenção! Mãe é vara de correção, é “agrimensura” que autoriza a demarcar o espaço no e do filho, define seu conteúdo.

Mãe é continente de amor, é biológica e psíquica, duas vezes Mãe, por isso é louvada e homenageada e não é por acaso que depois da Comemoração do Natal, quando a Mãe por excelência Maria deu à luz ao “Amor encarnado, feito humano” (João1,14), o Dia mais movimentado e celebrado no Ocidente, e não só pelo comércio, é o Dia das Mães, pois une e integra até o divergente.

É comum dizer “que Dia das Mães, é todo dia”, mas penso que não, este Dia é diferente, tem um amanhecer próprio é dia de reverenciar a gratidão e gentileza por excelência...

Gratidão e gentileza, vão além da obrigação, é algo mais, tão necessário, em todas as relações humanas...

Gratidão e gentileza, remete para cuidado, afeto vinculo, que é muito mais do que semeado, é plantado em nosso coração, já nos primeiros momentos da vida, ao nascer, pela “jardineira divina”, a Mãe, que depois vai amparar, podar, para crescer com suficiência e frutificar amor...Gratidão e gentileza, que apreendemos de nossa Mãe, e depois a cada encontro, ensinamento e cuidado, vamos aprendendo dessa mesma Mãe...

Mãe, gratidão e gentileza, é continente de amor, e não se prende só à Mãe Biológica, se multiplica na natureza humana, pois a maternidade é uma linguagem, que brota em quem se dispõe, por gratidão e gentileza, exercer esta divina e nobre função, de Mãe, seja a figura do pai, avós, irmãos, ou próximo cuidador...

Gratidão e gentileza, tão necessários nos dias atuais, as relações humanas, vem adotando o perigoso conceito do “8 ou 80”, do “presta ou não presta”, “do bom ou ruim”, do “certo ou errado” (também conhecido como “politicamente correto”), e por isso o mundo está “cinzento e poluído”... Mãe é crepúsculo, está entre a noite e o dia, integrando e nutrindo a realidade de sua “criação”, iluminando a noite, protegendo o dia.

Mãe é desbravadora e garimpeira no cuidado e trato dos filhos, pois estes não vêm com “Manual de Instruções”, são únicos, cuja semelhança é a diferença, a subjetividade...Mãe é diferente, e por isso respeita a diferença, faz a diferença, é gratidão e gentileza e saberá o momento de conceder autonomia àquele que gerou...

Mãe é arbitra e mediadora, embora verdadeira, não se sente dona da verdade...

Mãe é puro sentimento, é puro amor, que embora não nasça prontamente Mãe, de pronto oferece sua vida, e até é capaz, se preciso for de morrer por ser Mãe...

Mãe é palavra tão pequena, primeira a ser falada, e uma das últimas a serem lembradas no opúsculo da vida, onde a saudade trará sempre a sua marca, indelével, profunda, a marca da Mãe...

Mãe, embora possa parecer, não é perfeita, pois gera o humano, com seus medos, culpas e iras, compensados com muito amor, gratidão e gentileza...

Mãe é incrível e suficiente, e se Você que está lendo estas linhas não conhece sua Mãe biológica, esteja certo, é graças a Mãe enquanto “função e cuidado” que está aqui hoje a cumprir Sua missão, e se não fosse o cuidado e amor na gestação não teria nascido...Você é mais agraciado pela vida, têm literalmente duas Mães...

Mãe é saudade que nunca se perde, mesmo depois da partida...

Mãe, "muitas mulheres são exemplares, mas você a todas supera". (Provérbios 31,29).

Feliz Dia das Mães, todo dia....

 

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