Como vai a relação? "Mais ou menos"! "Mais ou menos"!


Nos encontramos semanalmente para conversarmos, assuntos dos mais variados possíveis nesta Coluna! Aqui discutimos relações, crises e oportunidades, nos diversos tipos de relações humanas! É a onda do momento! Discutir, não embutir pensamentos, conceitos, métodos, muito pelo contrário, é discutir mesmo! O que escrevo é a partir do que presencio, no cotidiano da arte de vivermos relacionamentos.


E por falar em relações, já ocorreu com você de encontrar uma pessoa (sexo oposto), conversar com ela, depois de um curto tempo se envolver ou “ficar” com ela e vir àquela sensação de que você já a conhecia por toda a vida? E você concluí: “fomos feitos um para o outro, na medida”, a dita: “tampa da panela”!


Se você não passou por isso, creia, é questão de tempo, todos passamos por isso! E você então dirá: Encontrei a pessoa da minha vida! Incrível, maravilhosa! A sensação será de bem estar, proteção, preenchimento, o prazer do céu.


Imagino que foi exatamente o que sentiu nosso amigo Adão, quando após longa “dormência”, abriu os olhos e percebeu sua desejada companheira Eva. Adão estava em êxtase, e bradou, assim como nós: “incrível, maravilhosa, parece que a conheço, que estamos juntos, desde sempre”.


Sabemos que Adão e Eva, não viveram para sempre no paraíso, o Livro Sagrado conta, que na primeira oportunidade de conflito, para se justificar, Adão culpou Eva implacavelmente: “foi a mulher que me deu o fruto.” (Genesis 3,12 ).


É muito comum se discutir a relação, mas, é mais comum discutir na relação. Ambas as situações podem ser positivas, se antes de qualquer palavra, pensarmos a pessoa do outro, o crescer da relação. Se discuto é por que desejo ouvir o outro, melhorar, ajudar na melhora da relação.


Por melhor e mais fantástica que seja a companheira, ou companheiro, não sobreviverá ao ataque oportuno do egoísmo, que será desferido mais cedo ou mais tarde! Todos, temos egoísmo! É só se concentrar um pouco mais em si, e o “danado” toma conta da situação. Qualquer brecha, qualquer fresta, poderá ser o suficiente para que o egoísmo comece a tomar conta da situação. Relacionamentos curtos, superficiais, acontecem, e principalmente, por que somente um dos lados, quer satisfazer-se todo momento, e isto custará o aniquilamento do outro, o preço se torna caro demais.


Aquelas pessoas que pensam e falam: “comigo é assim, o que tenho de dizer, digo na cara”, ou “se quiser gostar de mim, eu sou assim”, se dizendo verdadeiras, transparentes, que impunham a bandeira, do “o que vale é o meu lado”. Pessoas que não amadureceram o suficiente, que continuam imaturas emocionalmente, pularam fases, ou foram empurradas pra frente, diante de circunstâncias, nem sempre prazerosas. Pessoas que diante de conflitos, situações difíceis, a primeira reação é a do amigo Adão, que depois de se esconder, pra se defender, aponta o outro: “não fui eu”! Ou, “foi ela (ele)”!


Vivemos no país do “mais ou menos”, isso! “Mais ou menos”. Tudo vai “mais ou menos”, a politica, o trabalho, a vizinhança, a igreja, a sogra, o time de futebol, o chefe, o amigo, o plano médico, a conta bancária, etc.!


E você, como vai? “Mais ou menos”! É a resposta do momento! Tanto que o humorista do Programa Pânico (Eduardo Stablish) está fazendo grande sucesso, com seu personagem (Pastor Poderoso Castiga). “Mais ou menos”! “Mais ou menos”, é a resposta que aponta, não estamos satisfeitos, felizes ou confortáveis, mas dá pra levar. “Mais ou menos”!

Mas, voltando ao assunto, como vai sua relação, como está? “Mais ou menos”? Se a resposta é esta, cuidado! Dizemos, “mais ou menos”, como uma forma de pedir socorro, ajuda, para uma situação que não está bem, e que inclusive, pode piorar!


O que fazer? Por que não é mais como antigamente? Onde se escondeu aquela pessoa maravilhosa, feita na medida para minha felicidade?


Talvez tenha se escondido, no cotidiano, na mesmice, na correria do dia a dia, no egoísmo do parceiro, nos conflitos inevitáveis, nas perdas, nas frustações por perspectivas inatingíveis, sei lá! Mas você saberá os motivos, ao olhar e analisar com sinceridade sua relação.


Não existe modelo ideal, desista de buscar. Seu modelo, você talhará na pedra do seu dia a dia, há que ser forte e persistente, na busca da delicadeza diária, constante! Valorize pequenos gestos, atitudes, faça o melhor, por menor que seja a oportunidade. Parece “conversa mole”, mas é o caminho. Invista, doe-se. Acredite, pois o mundo, a família, seu parceiro, precisam da sua fé. Seja firme, assuma esta responsabilidade. Se precisar busque ajuda, na Igreja, nos Amigos, nos Psicanalistas, mas não desista de um investimento de longa data.


“Mulher feliz, marido (namorado, noivo) tranquilo”! Lute por esta felicidade, que trará a tranquilidade na medida, pra você enfrentar a vida, e de frente!


É Ano Novo, tudo pode ser diferente! “ Mais ou menos”! “Mais, mais”, ou “menos, menos”, bom aí você é quem define? “Mais ou menos”!
Até Semana que vêm....

Alexandre Faria
Administrador e Consultor em Gestão de Negócios

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