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Coluna 'Falando de Trovas'
11/03/2010 - 9h52 (José Ouverney)

(viva mais feliz, deixe uma trova falar por você!) 

CONCURSOS
Você, que gosta de escrever trovas, não deixe de participar dos concursos.  Agora mesmo temos três deles expirando o prazo.  Até 15 de abril tem o

XX CONCURSO DE TROVAS DE PINDAMONHANGABA

Biblioteca Municipal "Rômulo C. D'Arace"
Ladeira Barão Barão de Pindamonhangaba, S/N – Bosque, Cep 12.401-320
Pindamonhangaba - SP
Máximo de 03 trovas por autor, "Sistema de Envelopes"
TEMAS:
Regional:  "Ninguém" (Pinda, Vale do Paraiba, Litoral Norte e Região Serrana)
Nacional:  "Multidão",     Estudantil:  "Galera".

E 30 de março é o prazo-limite para os

XVI JOGOS FLORAIS DE CURITIBA
Rua Itupava, 791, Cep 80060-272, Curitiba/PR
TEMAS: 1) "madrugada" Lírico/Filosóficas; 2) “pijama” (humor) - para todo o Brasil (exceto Paraná. Máximo de 03 trovas por tema.
O processo de envio é simples: datilografe ou digite o tema e a trova em um minienvelope branco (+ ou – 8cm. por 11). Dentro ponha sua identificação e cole. Uma trova por envelope. Depois pegue esses envelopinhos e coloque-os dentro de outro, tamanho padrão ou ofício. Enderece-o para o concurso a que concorre. Como remetente, para preservar o sigilo, repita o endereço do concurso e use, como remetente: “Luiz Otávio”.  Aliás, há uma trova de Sérgio Bernardo que bem define esse procedimento:

Luiz Otávio é tão patente
o teu trabalho fecundo,
que viraste o "remetente"
das trovas de todo mundo!

Já o terceiro concurso, também com vencimento no fim de março, é virtual:
3º Concurso Virtual de Trovas Uneversos
Até duas trovas por concorrente,   tema nacional:  “Silhueta”

Enviar para o email trovauneversos@gmail.com  com identificação.

REFORMA ORTOGRÁFICA

A reforma ortográfica tem consumido boas horas de sono daqueles que fazem das palavras seu instrumento de trabalho.  Se ao cidadão comum preocupa saber se alguma coisa terá mudado na hora de escrever uma simples carta, imagine aquele que tem por compromisso preencher colunas diárias para órgãos de divulgação (epa, será que órgão ainda tem acento?).

Muito maior ainda é a preocupação dos professores de língua portuguesa.  A eles cabe a missão de ensinar e orientar sobre as mudanças.  Mais do que estudá-las, o difícil é aceitar algumas delas.
Comecei a matutar sobre o assunto numa reunião da Academia Pindamonhangabense de Letras, quando a presidenta Beth Guimarães, pós-graduada em língua portuguesa, indagava:  - Não é estranho escrever “ideia”, sem acento?

Curiosamente, um dia depois, conversando “interneticamente” com outro mestre da mesma área, o trovador Professor Pedro Mello, de São Paulo, lá pelas tantas ele tocou na mesma tecla:  - Vai ser difícil escrever “ideia”, sem acento.  Ambos citaram, como exemplo, a mesma palavra, isto é, tiveram a mesma idéia.  Quando assentei minhas idéias pude, enfim, tirando prazeroso proveito da situação, compor esta despretensiosa trova que bem (ou mal) resume de forma acentuadamente jocosa o episódio:

Para a sentada platéia
o mestre, em pé, argumenta,
acentuando que “ideia”
não se acentua... se assenta!

 
José Ouverney
www.falandodetrova.com.br



 

"Todo conteúdo dessa coluna é de inteira responsabilidade do autor".
 


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